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Siderurgia - Núcleo de Hip-Hop

Hip Hop e Cidadania

Siderurgia - Núcleo de Hip-Hop

Siderurgia - Palestra HipHop e Cidadania | Relatório

10.09.18

PALESTRAHIP HOP E CIDADANIA

Nopassado Domingo, 29 de Julho de 2018, a Siderurgia Núcleo do Hip Hoppromoveu um debate com o título: Usoda Música para a Promoção dos Deveres Cívicos e Políticos doCidadão.
Verificouse o retorno do Activismo do colectivo Siderurgia, tivemos comopalestrantes o jurista Dr. Fáuzio Fernandes, o docente EmílioCossa, a poetisa Énia Lipanga e rapper e Messiah. Apalestra
tinha como objectivo de partilhar com os participantes emgeral e de forma particular os jovens e adolescentes em idadeescolar, matérias de como se pode utilizar a música para promover oexercício dos direitos e deveres civis, políticos e sociaisprevistos pela constituição da República de Moçambique, emespecial o direito a Educação.
Oevento iniciou com a apresentação das comunicações propostaspelos oradores. Neste âmbito, oDr. Fauzio Fernandes, que também é Dj e é conhecido no meioartístico como Dj Asnepas abordou o tema “O que é a Constituiçãoda República? ”, o Emílio Cossa, debruçou-se sobre o tema “Temosque ir à Escola: Uso da música Rap para a promoção da Educaçãocomo direito e dever cívico” e a Énia Lipanga sobre “A presençada Mulher na Cultura Hip Hop”.

Apresentadasas comunicações, abriu-se espaço para a sessão de perguntas erespostas. O debate foi bastante aceso, sobretudo a intervenção daÉnia Lipanga suscitou alguma “algazarra” naquela sala, falandosobre o “assédio” , assédio sofrido pelas mulheres no seio daComunidade Hip Hop. Segundo esta, as mulheres têm muito talento masque, infelizmente, vêm sendo assediadas por rappers, produtores eprodutores, que chegam a propor sexo em troca da promoçãoartística.
Tivemosainda declarações polémicas um jovem da plateia que afirmou emresposta às palavras da Énia que as mulheres é que se “entregam”para ter “captação” de graça, este acrescentou ainda que, nasua perspectiva, o Hip Hop não é para mulheres. O Dr Fausio afirmouque é o Dj de Rap mais bem pago de Moçambique, tivemos umtestemunho de um Director Pedagógico que se declarou ser apenasouvinte e espectador de Rap. Énia Lipanga questionou e convidou atodos rappers para que valorizem o Hip Hop passando a trazer as suasfilhas, mulheres e namoradas para eventos de Hip Hop, sugestão bemaclamada por todos.
Passadaesta fase, o Messiah apresentou o seu álbum “As obras de umdestino incerto” e, posteriormente, os presentes tiveram aoportunidade de discutir o conteúdo do disco e de interagir com oartista. No final do debate, procedeu-se à abertura da exposiçãode artigos de Hip Hop que incluíram CDs, T-Shirts, bonés, obras deArtesanato e etc. Na exposição foram expostas obras dos rappers K7sAzuis e Messiah, tivemos também expostas as obras dos artesãos RasX e Emílio Luís Liango.
Deupara medir mais uma vez o pulsar do Nosso Hip Hop, este debate foi o1 de muitos que serão promovidos pela Siderurgia visando reflectir ebuscar soluções para várias questões do nosso Hip Hop.
ASiderurgia é constituída por Epodez (Rapper, Promotor e VídeoMaker), Magus (Professor, Escritor e Palestrante), Fu (Beatmaker,Band Performer, Dj, Graphic Designer, RadioHost), Bathist (Rapper,Escritor, Palestrante, Roteirista), AG’sa (Activista, Escritor,Apresentador), Nyimpini Khosa (Sociólogo, Antropólogo, Activista eRapper) mais informação consulte a página Siderurgia - Núcleo doHip Hop, www.siderurgia.tk.





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